A Canção de Gabriel
TUDO COMEÇOU ASSIM: Em 1992, eu morava no nordeste. Duas vezes por ano, em agosto e fevereiro, seguia um trabalho espiritual de auto conhecimento que era realizado em grupo de 12 pessoas. Em agosto a focalizadora trouxe uma mensagem da água. “As águas do planeta estavam retirando-se. Se as águas se retiram o planeta morre” Era necessário entrar em contacto com a água estabelecer com ela uma relação de gratidão. Agradecer à água que sai pela torneira e com a qual lavamos os pratos, à água do chuveiro que nos limpa e tranqüiliza, à água da descarga do W.C. A água que lava a nossa roupa, nossos alimentos. A chuva que nos abençoa. E a cada dia iríamos ativar a água que bebíamos e que colocávamos num filtro de barro. Eu ativava a água pela manhã.Em setembro estava, por 28 dias, no Planalto central do Brasil num lugar denominado Serra Azul. Pouco restava de floresta nativa, quase tudo havia sido derrubado para a agropecuária. Ali a água era retirada do poço e não havia luz elétrica. No anoitecer do dia 1 de outubro, quando me retirava de minha visita aos meus vizinhos, eram mais das 7horas, já escuro. Indo para casa atravessava o pasto onde as vacas descansavam em seu repouso noturno. Caminhar por entre elas na escuridão era sentir concretamente seu hálito forte e tranqüilo, e o ambiente de paz que elas formavam. Quase chegando em casa, algo me levou a, subitamente, dirigir o meu olhar para a esquerda no alto do céu, e acima das copas das árvores encontrei-me com a lua nova do terceiro dia, ela resplendecia em seu fio brilhante de prata. E neste mesmo instante, desde o alto do céu, veio em espiral veio uma voz masculina que disse: “Ativar as águas na hora de Gabriel”. E ao mesmo tempo, comecei a cantar uma canção que se fazia em minha cabeça. Na Hora de Gabriel, tudo é como tem que ser, no eterno oceano da consciência cósmica. Olhando aquele céu estrelado vivendo no brilho de milhares de estrelas na grande imensidão de espaço e eternidade. E logo em seguida continuei cantando, até concluir os sete níveis de manifestação das águas.
Em fevereiro de 1993 , numa vivência do curso a focalizadora pediu que eu cantasse A Canção de Gabriel. E, ao cantá-la, senti, pela primeira vez, tudo o seu fluxo em espiral e a qualidade da força e da suavidade do campo branco da consciência da pureza que se instalava. Uma componente do grupo disse que era una música arcangélica que era do próprio Gabriel, e que a letra “Eles, permitiram que fosse de você, por causa do passado de sua alma”. Outra integrante do grupo disse que era um mantra de cura. Que curava limpando e purificando as águas ou seja as emoções em cada um que o cantasse e que podia ser expandido à purificação das águas do planeta.
Sabemos que como humanos somos células planetárias, o que nos afeta também afeta ao planeta e vice versa. Nossas emoções (=movimento) para serem vivas e luminosas necessitam mover-se, fluir; assim como nossos líquidos (sangue, linfa ect) Água e emoção são um mesmo campo de vivência.
A vida continuou seu curso, e eu fui cantando a canção. E um bom dia o mundo do floral. E veio o tempo dos cursos. No curso básico foi dada a conhecer “A Canção de Gabriel”. Os alunos cantavam e amavam. Eles pediam para que fosse gravada porque queriam usá-la. E um bom dia ela foi gravada, em Barcelona por uma enfermeira que participou de um curso e que atua como soprano. A musicista com quem ela estudava, fez a partitura. A gravaram num estúdio numa pequena cidade, nas montanhas.
Iniciando 2006 a soprano telefonou-me dizendo que A Canção de Gabriel havia sido gravada.
Esta é uma música que vem do campo da mente sutil e alcança o coração. Nutre e amplia o coração e seus sentimentos. É uma música para curar as emoções. Pode ser meditada, escutada e/ou cantada. O contato curativo com a Canção pede estar em estado meditativo, e respirar levando o som musical até o local donde se sente a emoção comprimida, estagnada, bloqueada, algo que fere, que deixa aflito, que transborda, que alcança o corpo e causa dor. Levar a música, irradiar a sua qualidade e sua luminosidade; ir banhando o local com esta luz, preenchendo-o de som e luz e paz e alegria; e assim retirar o foco de dor. Sem forçar, entregar-se à música ao seu movimento espiralado, à sua luz branca e sutil. Deixar que a música e o som da voz impregnem seu ser, seu corpo, seu coração; deixar que o som se expanda por todo o ambiente de sua casa, e que nela possa criar paz, bem estar, tranqüilidade, e sossego. Deixe-se ser amado, acariciado, cuidado pelo sentimento tão sutil que emana da música.
E aqui inicia um fluir continuo das emociones, e da água. E aprendemos que não temos que nos deixar apressar pelo embate das emoções, nem estagnar na paralisação. Simplesmente deixamos fluir pelas emoções perante a vida. Deixar que a vida emocional seja viva. E assim, a vida ela simplesmente É. Ela é Plenitude, no amor, na graça e no significado.
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