Preservação, ensino e vivencia.
O cerrado é um Ser que se preserva a si mesmo, porque sua vida está inserta no fluxo ininterrupto dos ciclos anuais na alternância de água e fogo. De aqui ele recebe sua força, e mantêm a grande diversidade de espécies. Com sua capacidade de renovação constante, o cerrado propicia a cura de si mesmo, e por causa dela, nos doa a sua força, a sua antiguidade, a pureza de seu habitat, a riqueza de seus frutos e, especialmente, a prontidão do poder curativo de suas flores.Um programa de preservação pede o ensino, e este faz parte do aprendizado de autoconsciência e evolução. A natureza verde, floral, animal, com as águas e pedras, forma um ser sinérgico de vida múltipla que é a mata.
E a mata verde esta aqui, pronta, disposta a doar sua virtude de elevação de consciência, que leva à cura de qualquer falta de ressonância. É somente vir, e se entregar com abertura à mudança daquilo que, em nós, pede para ser mudado. A cura se realiza no silencio deste lugar sagrado. E em nós a compreensão se faz.
No convívio com a mata, o ritmo do quotidiano no Santuário de Gabriel cria uma sintonia de tempos que se encontram, em seqüência harmônica, e tecem uma música que faz soar em nosso interior a vivencia da unicidade. Há tempo para exercitar aquilo que gostamos fazer, tempo para contemplar, tempo para repousar, tempo para a nutrição física, tempo para compartilhar. E tudo isso ensina-nos a ser um humano sensível, em sintonia com o sagrado na natureza, que ama a mata e quer conservar sua vida santa, que aprende no silencio, e aceita no compartilhar. Um lugar onde aprendemos a sermos um real morador da Terra, deste planeta, com profunda gratidão.

Trilhas na mata
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