Preservar como atitude de gratidão e amor, na unicidade da vida.
A RPPN Santuário de Gabriel é um modelo de escolha pela dimensão qualitativa da vida. Ela é uma opção da atitude de cuidado do planeta. Ela se assenta na opção do qualitativo para a vida que instrui a nova consciência da humanidade. E mostrar esta atitude, constitui - por si mesmo-, um aspecto básico de Educação Ambiental.O qualitativo é uma manifestação da matriz feminina, que o novo tempo evolutivo do planeta, pede para que seja despertada em cada ser humano. No qualitativo repousa a atitude do cuidar. Cuidar da natureza. Ter uma consciência real do que é a natureza. Todas as criaturas são natureza. Todas as criaturas estão unidas ao seu criador pelo elo da consciência do sopro da vida, o ar que permeia cada ser criado, desde uma galáxia até um minúsculo grão de areia. Pelo centro da consciência de cada ser, em seu vazio, está a consciência de unidade que tudo interconecta.
Um aspecto da natureza é o âmbito dos seres-do-verde a sinergia da floresta, na mata. No bioma cerrado da RPPN encontra-se a sinergia das pedras, das nascentes, dos animais silvestres, do ar puríssimo, e da flora.
A sinergia no cerrado, vive pela pulsação da onda de sua vida que o singulariza: ela compreende os 4 tempos de pulsação integrando água e fogo, abrangendo ar e terra e criando a singularidade de sua flora. E da mesma maneira que nós geramos nossa força vital (fogo) pela contração e expansão do ar (alimento sutil primordial), em quatro tempos, o cerrado como Ser vivo e pulsante cria sua energia sinérgica nestes quatro tempos.
Dedicar-se à criar no ser humano uma nova consciência, a consciência e atitude qualitativa, isto é educar. Educar para que cada ser humano vá alcançando a sua compreensão do ser maior que ele é. Quando a consciência qualitativa começa a se expressar, o humano compreende o que é o animal e sua tarefa neste planeta, e compreende o que é o reino vegetal, com seus seres-do-verde, e sua tarefa.
E aqui nasce um Ser verdadeiramente ecologista porque, em sua profunda verdade interior, surge a consciência da proteção reverente. E esta consciência não protege para o uso e desfrute humano, ou porque a água vai acabar e ele ficará sem; ou porque o ar vai ficar sujo e ele não poderá respirar. Ele não é o centro do mundo. Ele é um cuidador.
Ele protege porque, em sua consciência de unicidade, há a atitude de reverencia ao sagrado do Ser-natureza. Sem ela o planeta não pode evoluir.
Nesse paradigma, a RPPN apresenta-se como figura idônea para possibilitar o desenvolvimento da atitude de cuidado que implica na preservação da unidade que constitui a vida e cria e sustenta cada ser vivo, o que denominamos de Ambiente.
No Santuário de Gabriel como RPPN e Centro de Cura, apresenta a cura do humano no sentido de movimento de evolução da consciência o que tem a conotação de ensino para a preservação do ambiente natural.
No Santuário de Gabriel, nas vivencias em grupo ou individuais, o hóspede penetra no aprendizado deste tempo atual de abertura da humanidade na consciência do qualitativo. Assim alcança a compreensão dos níveis sutis (espirituais), nos quais todo ser vivo se assenta. Ele aprende que o físico ou energia de forma, não é mais do que a manifestação, no nível denso, da emanação sutil. E em seu contato com o ser de cura profunda que habita na mata, ele capta que cada ser vivo é natureza. E assim, desperta para a atitude de preservação como fruto da consciência pacífica, que leva à compreensão transcendente de que tudo está interligado.
A educação na consciência do qualitativo, desenvolve no ser humano a sensibilidade e a percepção do papel que cada espécie tem neste planeta. Ao estar na mata vivendo a sublime dimensão de silencio e presença, do Ser-natureza, entramos em relação de completa harmonia, com os seres do verde. E aqui, nos tornamos seres de cuidado para conosco e com os outros. E queremos preservar a harmonia que existe na vida. A isso denominamos Educação.
O uso do cerrado na RPPN Santuário de Gabriel se inscreve na atitude de cuidado, assentada na tarefa da cura natural. São utilizadas as águas cristalinas como uma matriz de cura. Da água é fundamental preservar seu movimento natural.
As essências sinérgicas sutis são elaboradas, a partir do uso físico da flora, da mata ciliar e de cerrado da Terra Nostra e do Santuário de Gabriel e de seus jardins. Da flora é atingida a irradiação sutil da virtude de sua consciência. É usado o aspecto qualitativo da flora e não a sua presença quantitativa. A essência floral é a consciência luminosa de cura da flora, que ocorre na mata preservada.
Quanto menor for o impacto ambiental, mais apropriada será a tarefa da RPPN. O uso de flores em seu aspecto qualitativo, implica num impacto mínimo na flora. Porque, usa-se o sutil ou seja o qualitativo, e não o físico, ou seja o quantitativo.
Exemplo de uma essência, espécie nativa: Qualea grandiflora.Nome vulgar: Pau Terra. No uso de 90 flores abrange-se a mais de 600.000 pessoas. E se obtêm uma quantidade – liquida - que dura por vinte anos. Ou seja que, dos milhares de flores que brotam a cada ano, das muitas árvores da Qualea grandiflora, que habitam na Terra Nostra, a essência floral usa 90 flores a cada vinte anos.
A RPPN mostra que estamos plenos de gratidão por morar num planeta tão belo, com tantas riquezas, e ser depositários da atitude de cuidado para com elas.

na fineza do ar
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