O Planeta Terra e sua evolução
O que se compreende do Planeta, e de suas necessidades nos tempos atuais vai depender, não tanto do nível de educação escolar, mas sim do nível de desenvolvimento qualitativo de cada um. É bem sabido que nos últimos duzentos anos (e talvez antes), a vida que o humano foi desenvolvendo, tem exigido, cada vez mais, um uso abusivo daquilo que o planeta possui para nos doar. Abusivo, porque o humano usou os bens naturais numa velocidade muito maior daquela que o ritmo natural do planeta tem. E para não ficar sem, foi acelerando-se artificialmente, de modo que produtos foram transmutados falsificando seu padrão energético e genético. O nível de consciência de muitos humanos os encaminha a esta atitude mecânica, de separação dos ritmos naturais, e seu verdadeiro sentido para a vida. Eles aceitam e conduzem esta atitude. Quando a consciência no humano está em unicidade com a fonte da vida, os ritmos do planeta e suas criaturas são integrados e assim compreendidos. Para esta consciência qualitativa, se faz necessário preservar aquilo que é, e emana da natureza, dentro do progresso de seu ritmo. Desta maneira o planeta pode ir vivendo em sua saúde que pede a harmonia de todas as criaturas que a integram. Cada espécie, dentro de cada reino, nasce ou seja tem surgido, como definição dentro da múltipla composição de possibilidades, por causa de uma finalidade de sua consciência. E esta finalidade tem seu ritmo, sua gênesis, suas necessidades. Conservando-as, a espécie contribui para a vida evolutiva do planeta. Nesta consciência está assentada a atitude preservacionista.Assentar a vida no TER leva a privilegiar o que usamos em detrimento dos recursos da natureza. E em detrimento da compreensão do que este Planeta é e precisa, para seguir sua evolução. A consciência do TER somente vê os lucros, ganhos, riquezas, e a “beleza” artificial. Deste modo é preferido um entorno artificial a uma matinha, perdendo sua força íntima, e muitas vezes sua harmonia. E isso é muito comum.
Assentar a vida no SER leva a privilegiar o que sentimos. Sentimo-nos como seres unidos e captamos a vida através do que “respira” em cada ser. Em cada pedra, árvore, flor, lagoa. Respeitamos o que cada ser é; e assim temos em conta o ritmo de cada espécie e gênero.
Quando falamos em Planeta e sua evolução, temos que fazer a diferença entre: A Terra como Planeta. A Terra como parte do plano físico de todo o Universo. A Terra como um dos Quatro Elementos.
Quando consideramos a preservação do Planeta, abrangemos os três aspectos ou níveis. Para que a Terra como Planeta possa cumprir com sua tarefa evolutiva, pela qual foi criada, ela tem que ser dirigida por sua própria inteligência. Para isso, a Terra como plano físico, tem que permanecer na rede que a interliga ao seu estrato ou dimensão criada. Tem que ser harmonia na dimensão do plano físico de todo o universo. Deste modo, ela tem que estar em ordem, ou seja no pleno equilíbrio em sua matriz de essência. E para que isso seja possível e se perpetue, o elemento Terra - com seu magnetismo e seus ritmos emanados desde o centro do Ser Planetário - devem ser respeitados em cada criatura que faz parte da rede planetária. Sem a preservação do ritmo e Ser de cada espécie, gênero e criatura não há evolução.
Na rede cósmica planetária, cada planeta depende das entidades que o habitam para que sejam construídos seus níveis superiores, ou seja para fazer seu caminho evolutivo de transcendência. Assim o Planeta Terra depende da humanidade para pô-la em contato com as realidades espirituais.
Os Elementais são também criações como o Planeta; do mesmo modo eles dependem da humanidade para a sua evolução. Eles constituem o Ser Planetário.
O Ser Planetário é muito ajudado quando se tem uma atitude correta perante as coisas terrenas, por meio da aplicação de princípios espirituais na vida ordinária. A ética de Ordem e Eficiência tem de ser observada pelo ser humano ao longo do dia. Cada dia.
É a dedicação constante do saber instintivo da humanidade em ordem com a Lei do Céu. “Como eu tomo a comida e como uso a terra”. Ou seja que é o que uso para me alimentar nos distintos planos de meu ser; e como cuido de tudo o que me é confiado.
Esta é a tarefa dos Adeptos iniciados, embora a responsabilidade seja de toda a humanidade.
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